Colabora: Quebradeiras de coco babaçu lideram resistência ao agronegócio no Cerrado
Me deixa viver. Se eu viver, consigo te dar fruto para tua alimentação. Para Maria Alaides Alves de Sousa, é isso que as palmeiras do babaçu diriam diante do avanço do agronegócio e da crise climática em seus territórios. “É uma palavra de afirmação e também de esperança”, explica a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), organização que representa mulheres extrativistas do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia.
A região, também nomeada como Matopiba, tem vivenciado uma onda de expansão agrícola que ameaça modos de vida tradicionais, como o baseado no “Babaçu Livre”. Desmatamento crescente, conflitos fundiários e pulverização de agrotóxicos são algumas das ameaças que rondam esses territórios. Por isso, Maria Alaides, acredita que, se pudessem, as palmeiras colocariam uma placa com a frase: “me deixa viver” aos seus pés, para todos verem.
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