ActionAid participa de conferência global que marca avanço decisivo na transição para longe dos combustíveis fósseis
A 1ª Conferência para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis marcou um passo fundamental na agenda internacional para acelerar o abandono do carvão, do petróleo e do gás. O encontro com representantes de 57 países e delegações em Santa Marta, na Colômbia, no fim de abril, reposicionou a discussão sobre meios de acelerar uma transição energética justa e assegurar que as florestas, a segurança alimentar e a produção agropecuária saiam da mira das mudanças climáticas. A ActionAid esteve presente reforçando o papel da sociedade civil global na construção de caminhos concretos e justos para essa transição.
"A conferência de Santa Marta é uma oportunidade muito necessária para mapear tanto os avanços mais imediatos quanto os desafios mais complexos, tornando-se um marco importante em nossa jornada coletiva para sair da era dos combustíveis fósseis", afirma Teresa Anderson, líder global em Justiça Climática da ActionAid.
“Muitos governos demonstraram um desejo real de se libertar dos danos econômicos e climáticos causados pela dependência de combustíveis fósseis. Este foi um momento decisivo em que o pensamento coletivo passou a se concentrar verdadeiramente num objetivo comum”.
A conferência deve inaugurar uma série de encontros globais voltados à superação da dependência dos combustíveis fósseis e à construção de caminhos comuns para a transição energética. A expectativa é que o processo contribua, ao longo do tempo, para a formulação de um Tratado Internacional sobre Combustíveis Fósseis.
Outro tema central do encontro foi a relação entre crise da dívida e dependência dos combustíveis fósseis, especialmente nos países do Sul Global.
Maryellen Crisóstomo, especialista em Justiça Econômica da ActionAid, também participou das discussões em Santa Marta e acredita na possibilidade de um futuro mais esperançoso para esse debate.
“Santa Marta traz uma grandiosa esperança porque, pela primeira vez, a sociedade civil do Sul Global foi realmente escutada no contexto da agenda climática: povos indígenas, povos afrodescendentes, mulheres e diversidades, crianças e adolescentes, jovens, campesinato e ONGS, compartilharam suas percepções acerca dos mecanismos ora apresentados como soluções, denunciaram a sobreposição de violações e violências nos territórios e sugeriram melhorias para a efetivação de uma Transição Justa. Na assembleia final do Alto nível essas vozes ecoaram uníssonas com os 57 representantes de Estado: tem que haver multilateralismo e cooperação. Que essas vozes reverberem na COP31.”
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